17 de maio de 2016

Sainte Marie Gastronomia: o melhor restaurante árabe de São Paulo!

Em uma cidade do tamanho de São Paulo, fica difícil escolher apenas um restaurante favorito. Afinal, são tantas opções, tanto tipo de gastronomia e tanto lugar incrível, que escolher só um é completamente injusto com os outros. Quer dizer, eu tenho uma hamburgueria favorita e até a sorveteria que mais gosto de ir, mas dizer que é a melhor de todas? Não dá. 

Esse fim de semana, o do meu aniversário, conheci mais um lugar aqui em São Paulo que todo mundo deve ir. E quando digo “todo mundo”, quero dizer: todo mundo mesmo. O Sainte Marie Gastronomia é um restaurante tão maravilhoso, com comidinhas tão incríveis, que eu saí de lá já com vontade de voltar. E não tenho dúvida de que isso vai acontecer em breve. 

coalhada seca com azeite
O Sainte Marie Gastronomia é um restaurante árabe que vem se tornando cada vez mais conhecido por quem gosta desse tipo de gastronomia. Seu chef e dono, Stephan Kawijian, um libanês descendente de armênios, é quem dá todo o sabor por trás de cada prato que chega à mesa e eu, por ser descendente de árabe, não poderia perder a oportunidade de conhecer o local. 

Fizemos uma reserva por saber que aos sábados o Sainte Marie fica quase impossível de tão cheio e chegamos lá ao meio-dia, para não correr o risco de perder a mesa. Foi só por isso, realmente, que conseguimos sentar assim que chegamos. Logo de cara já fomos servidos com a melhor coalhada seca que eu já provei e um pão sírio quentinho e crocante. Também pedimos uma porção de hommus, aquela pasta de grão de bico, que era superbem temperada e cremosa. Uma delícia! 

esfihas de cebola e de cordeiro

Depois das entradas, então, foi a vez de começar a pedir o que queríamos experimentar. Minha primeira escolha, assim como a de um casal de amigos, foi uma esfiha de cebola que todo mundo fala bem. Meu namorado, no entanto, optou pela esfiha de cordeiro. Não preciso nem falar que elas eram incríveis, né? A esfiha de cebola era do tamanho certo, com um creme de cebolas no centro e cebola crispy por cima. De comer de joelhos! A de cordeiro, por sua vez, era extremamenta suculenta e com o sabor levemente adocicado – maravilhosa. 

quibe montado <3

Após as esfihas, acabamos pedindo o famoso quibe montado do Sainte Marie – uma mistura de quibe assado com quibe cru e coalhada seca. Eu nem tenho palavras para descrevê-lo, de tão bem temperado e saboroso que era. Só sei que dividimos a porção em quatro pessoas mas, se eu pudesse, teria comido um todo sozinha. O quibe montado é tão famoso que, se você olhar ao redor, vai notar que praticamente todas as mesas fazem esse pedido. Vale a pena! 

polvo com batatas laminadas

Depois do quibe, confesso que fiquei bastante satisfeita e já queria comer a sobremesa, mas meu namorado e um dos meus amigos ainda estava com fome. Então, resolvemos pedir mais um prato: um polvo com batatas laminadas. Eu, que não sou boba, acabei provando um pouco também desse prato que, além de bonito, era supergostoso. O polvo era extremamente saboroso e estava no ponto certo. 

knefe

Por fim, finalmente chegou a hora de escolher a sobremesa. Eu sou simplesmente apaixonada por doces árabes, então apesar de todo mundo falar muito bem do mousse de chocolate com a calda de maracujá, optei por um doce chamado knefe, feito com macarrão cabelo de anjo, ricota, damascos e mel. Simplesmente divino!

O Sainte Marie Gastronomia acabou se tornando um dos meus restaurantes favoritos em São Paulo e não foi à toa: é sensacional!

4 de novembro de 2015

Fresto: a hamburgueria pra ficar no seu Top 5!

Quando o assunto é restaurante, vocês já sabem: eu amo hamburguerias. Tudo bem: na verdade, o que eu amo mesmo é comer, mas às vezes meu amor por hambúrgueres e batata frita se sobressai e eu acabo indo em mais hamburguerias do que deveria (ou não). Já falei aqui pra vocês sobre o St. Louis, o Holy Burger e o Jazz & Restô Burgers, e começo a achar que deveria fazer uma sessão no blog pra falar só disso, já que hoje venho com mais um lugar incrível pra vocês visitarem aqui em São Paulo: o Fresto.


Conheci o Fresto porque uma amiga minha é simplesmente apaixonada por esse lugar. Um belo dia, passando pela região da Faria Lima, acabei notando a casa e coloquei na cabeça que precisaria visitá-lo o mais rápido possível. Dito e feito: não passaram nem 10 dias e eu convenci meu namorado a ir - não que tenha sido um trabalho muito difícil, já que ele também ama hambúrgueres. Fomos em uma quinta-feira depois do trabalho e essa, sem dúvida, foi uma das melhores decisões que tomei este ano.


Cheguei no Fresto por volta das 20h e a casa estava com algumas pessoas, mas não lotada. Por isso, imediatamente sentamos e fomos atendidos por um garçom muito simpático. Pedimos uma porção de fritas e dois refrigerantes, que chegaram à mesa bem rapidinho. Depois de uns 5 minutos, então, chegou a batata, que é uma das coisas mais maravilhosas que já experimentei na vida. Pra começar, a porção é muito grande e dá facilmente para quatro pessoas. As batatas são rústicas e vêm sequinhas e crocantes, então parar de comê-las é quase uma missão impossível. Por isso mesmo, inclusive, a gente acabou comendo tudo sozinhos e quase não deixamos espaço para os hambúrgueres. Pedimos também a maionese da casa que, embora tenha sido cobrada (ponto negativo né, gentem!), era uma delícia e super valia a pena.

Fresto Ink

Na hora de escolher os hambúgueres, eu não tive dúvida: pedi o Fresto Ink, com o delicioso burger Fresto, queijo brie ♥, cebola caramelizada e alface. Incrível! Meu namorado, por sua vez, optou pelo Lamb Lamb, um burger de cordeiro coberto com queijo brie, hortelã e cebola caramelizada no pão de milho. Ele ficou com receio de pedir a compota de cebola e, por isso, trocou-a por cebola caramelizada, que também ficou uma delícia. Os hambúrgueres vieram ao ponto, exatamente do jeito que pedimos, e estavam muito suculentos. O ponto alto, além disso, foram os pães, que eram simplesmente maravilhosos e macios. Amamos.

Lamb Lamb

Para finalizar o jantar, nada melhor do que uma sobremesa, certo? E eu, que estou numa vibe meio ~amo bolo de chocolate~, nem hesitei quando vi que o Fresto tinha o chamado Bolo Sem Fim, que nada mais era do que um generoso pedaço de bolo de chocolate com cumaru. Gen-te: que bolo maravilhoso! Ele não é muito doce, nem cheio de calda, mas é super saboroso e amarguinho. Sem contar que é gigantesco! Eu comi um monte e ainda levei pra casa um pedacinho que havia sobrado (sim, gordinha é isso aí!). :) No total, eu e meu namorado gastamos R$ 100,00 e, considerando a quantidade de coisas que pedimos, achamos o valor bem válido. Vale a pena, é delicioso e eu já quero ir de novo!

Bolo Sem Fim


4 de setembro de 2015

Quais seriados já deveriam ter acabado?

Tem série que a gente ama tanto que sempre torce para nunca ser cancelada. E pode ser que elas ainda tenham história pra contar mesmo. O problema, na verdade, é quando aquele seu seriado favorito está péssimo e você sabe disso, mas não consegue parar de ver. Nessas horas, galera, é melhor dar as mãos pra alguém que está na mesma situação que você e aceitar: alguns seriados, embora a gente ame, já deviam ter acabado há muito tempo.


Pretty Little Liars é o primeiro nessa lista. Quando comecei a vê-lo, há setecentos anos, parecia que tinha muito potencial. Afinal, um monte de menina bonitinha com looks maravilhosos fugindo de um desconhecido que sabe todos os seus segredos parecia algo com muito, muito futuro. O problema, é claro, foi quando o lucro começou a ser maior do que o esperado: Pretty Little Liars se tornou uma roda gigante de bobagens, enrolações e episódios forrados de péssimas atuações – porque, cá entre nós, a gente ama os atores, mas admite que eles não são maravilhosos no quesito atuação, né? Agora, que a série finalmente revelou quem é –A (e que eu odiei, btw), fico feliz de dizer: finalmente me livrei desse mal. Eu que não vou ver a continuação, mas se vocês estão dispostos a isso, podem ter certeza de que PLL terá mais 37 temporadas horríveis que nem as últimas quatro.


Outra série que me dói no coração admitir que já deveria ter acabado é The Big Bang Theory. Sim, eu ainda vejo. E, sim, continuo amando o Sheldon. Mas ele e a Penny não conseguem mais levar os outros nas costas, né? Então, se os produtores não criarem umas situações novas por lá, toda a grana que cada um dos atores está ganhando terá ido pra lugar nenhum. A última temporada foi tão ruim que cogitei deixar The Big Bang Theory de lado milhares de vezes e, mesmo com o final surpreendente, ainda não estou ansiosa para voltar a vê-la. Espero muito que as coisas melhorem, porque o nível de enrolação da trama já alcançou níveis alarmantes.


Tem outro seriado que já deveria ter acabado há dois anos, quando eu resolvi parar de vê-lo: The Vampire Diaries. Gente, me digam, como conseguiram transformar uma série que era tão incrível em algo tão ruim e sem nexo? O medo de se livrar de alguns personagens foi tão grande que eles passaram a reciclá-los de uma maneira quase que patética. Tudo bem que The Vampire Diaries é sobrenatural, mas ninguém consegue ressuscitar 77 vezes, né? Se eu não me engano, eu parei de ver lá na quarta temporada e realmente não faço ideia de como a série está atualmente. O que sei é que a Nina Dobrev finalmente percebeu que estava perdendo tempo e resolveu sair de The Vampire Diaries, deixando o restante do elenco com uma sétima temporada (sim, eles tiveram coragem de renová-la mesmo assim!) sem futuro algum.



Essas foram as séries que eu acho que já estão fazendo hora extra na televisão. Óbvio que tiveram outras, como How I Met Your Mother e Gossip Girl, mas que já foram canceladas para nossa alegria. E você, lembra de algum seriado que adora, mas sabe que já devia ter sido cancelado há tempos? Conta pra mim nos comentários! :)

6 de agosto de 2015

Maldita, de Chuck Palahniuk: a continuação de Condenada

Há algum tempo, comecei a me aventurar na escrita de Chuck Palahniuk. Ele, que criou Clube da Luta, é um dos autores mais lidos da atualidade e, através de textos extremamente críticos, continua conquistando cada vez mais fãs ao redor do mundo. Dessa vez, li Maldita, a continuação de Condenada, que, como assim como o primeiro livro da série, provoca a sociedade atual com muita ironia e cenas tensas e intensas.


Maldita continua a história de Madison Spencer que, no primeiro livro, foi condenada para o Inferno. Dessa vez, Maddy aproveita a oportunidade de voltar à Terra no Halloween e ganhar alguns doces - uma moeda de troca fortíssima no Inferno. O problema é que ela perde a carona de volta e, por isso, é obrigada a ficar na Terra, que ela descobre ser o Purgatório, até o próximo Halloween. A partir daí, a menina, como fantasma, começa a ir em lugares de seu passado e, através de algumas descobertas, passa a se lembrar da sua vida, além de, também, tentar destruir os planos de Satã, que quer levar toda humanidade para o Inferno.

Embora isso não seja muito comum de acontecer, eu gostei muito mais de Maldita do que de Condenada. O primeiro livro, como eu disse aqui, é muito denso e eu demorei um pouco para me acostumar com a escrita de Palahniuk, então talvez seja por isso que Maldita tenha sido muito mais fácil de digerir. O segundo livro da série, no entanto, está longe de ser mais leve do que o primeiro: as cenas continuam pesadíssimas e, através de uma história muito bem amarrada, respondem às diversas perguntas que foram feitas em Condenada.


Claro que, como qualquer livro de Palahniuk, Maldita não é para qualquer um. Cada linha é um soco no estômago e o humor ácido do autor critica a nossa sociedade até o último fio de cabelo. Maddy é uma menina de 13 anos que, devido à sua criação, está acostumada a diversas coisas que, normalmente, uma menina dessa idade não está. Então, através da história, Palahniuk aborda temas especialmente polêmicos, como estupro, aborto, drogas e sexo, além de, é claro, ironizar diversos outros aspectos que, hoje em dia, são considerados normais por nós. É uma leitura fácil, mas longe de ser leve, e, sem dúvida, tornou-se meu livro favorito do autor.

5 de agosto de 2015

Divertida Mente é animação para adultos!

Raiva, Nojinho Alegria, Medo e Tristeza

Como eu adoro ir ao cinema! Comer pipoca e tomar refrigerante vendo aquela tela gigante com imagem em altíssima qualidade e sair da sala mais leve, reflexiva ou só feliz mesmo. Recentemente fui ver Divertida Mente e acontece que, embora o filme seja classificado para crianças, está longe de ser assim. Divertida Mente é colorido e com personagens fofos, o que todo pequeno gosta, é verdade, mas, pra quem está só um ~pouquinho~ mais velho, traz uma mensagem muito mais complexa e especial.


Divertida Mente, produzido pela Pixar, é sobre a Riley, uma menina de apenas 11 anos. Quer dizer, Riley, na verdade, não é bem a personagem principal, mas é dona do cérebro onde toda a história acontece. Não entendeu? É que Divertida Mente, na verdade, conta como as cinco emoções que vivem no cérebro de Riley - Alegria, Medo, Raiva, Nojinho e Tristeza - lidam com o fato de que ela vai ter que deixar sua cidade natal e seus amigos para trás. Obviamente que cada emoção possui características bem peculiares e, por isso, encaram as mudanças de formas diferentes, o que torna tudo mais divertido.


As emoções de Riley são quem controlam a menina desde pequena, ou seja, basicamente decidem como ela vai reagir a cada coisinha que acontece ao seu redor. O problema é que, quando Riley descobre que terá que ir para outra cidade, a Alegria, que fazia o trabalho praticamente todo, perde espaço para outras emoções se sobressaírem. Isso faz com que a personalidade de Riley mude muito e ela passe a reagir de uma maneira muito diferente ao seu dia a dia.

O cérebro da Riley

O legal de Divertida Mente, assim, não é ver como seria o seu cérebro de acordo com a Pixar - embora isso seja, na verdade, muito legal! Acontece que o filme é uma bela analogia da nossa transformação de criança para adolescente. Afinal, é bem nessa época que a gente passa a encarar as coisas de outra maneira, compreende melhor o que está ocorrendo ao nosso redor e também passa a ser muito mais dramático e exagerado, né? Divertida Mente, então, é pra gente sair mais leve e feliz do cinema, sim, mas serve também para pensarmos em como às vezes deixamos uma emoção ruim controlar nosso cérebro e como isso acaba estragando o nosso dia a dia. 
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